domingo, 10 de abril de 2016

SOUVENIR, POEMA DE RACHEL RABELLO




SOUVENIR, POEMA DE RACHEL RABELLO



É tão simples o que espero,
E tão raro o que me falta,
Tão delicado, sutil e singelo
Como o assovio de uma flauta.


A delicadeza é só o que salva.
E a solidão é só o que resta:
É o souvenir de uma valsa
Que dancei nalguma festa.


Mas meu par foi-se embora
E levou consigo a orquestra
Deixou somente esta senhora...


Que espera, quem sabe um dia,
Receber aquele gesto que a faria
Dançar sua alegria como outrora... 


2 comentários:

Jorge disse...

Renata,
Gostei muito do poema de Rachel Rabello...mas com sinceridade, prefiro os teus. Não me perguntes porquê, mas as tuas palavras tocam-me profundamente.

Um beijinho!

Daniel Costa disse...

Renata
Belo poema, boa opção. A música idem.
Beijos