domingo, 21 de fevereiro de 2016

VIA-LÁCTEA, POEMA DE OLAVO BILAC




VIA-LÁCTEA 





Quando adivinha que vou vê-la, e à escada
Ouve-me a voz e o meu andar conhece,
Fica pálida, assusta-se, estremece,
E não sei por que foge envergonhada.

Volta depois. À porta, alvoroçada,
Sorrindo, em fogo as faces, aparece:
E talvez entendendo a muda prece
De meus olhos, adianta-se apressada.

Corre, delira, multiplica os passos;
E o chão, sob os seus passos murmurando,
Segue-a de um hino, de rumor de festa…

E ah! que desejo de a tomar nos braços,
O movimento rápido sustando
Das duas asas que a paixão lhe empresta.

2 comentários:

São disse...

Desconhecia o poema, não o autor.

Grato abraço e feliz semana, minha miga

Daniel Costa disse...

Renata, pelo que vou lendo, Olavo Bilac é um importante poeta. Como sabes, adoro tomar contato com a literatura que que me acrescenta, para o que sempre a tua sensibilidade me guia.

Olha, gostaria muito te ter a comentar Salvador da Baíha, no meu blog, BRASIL: O SORRISO DE DEUS, que se vai encaminhar para ser história pós cabralina do Brasil.
http://amornaguerra.blogspot.pt/

Beijos