domingo, 14 de fevereiro de 2016

DA JANELA DO MEU SÓTÃO, POEMA DE DANIEL COSTA



DA JANELA DO MEU SOTÃO
 Algo como o protão,
Tinha à mão o mundo
Da janela do meu sótão
Tudo se me apresentou profundo
Dormia naquele caixotão
Em sonho feliz, quiçá fecundo
Escutava o mar, jeito de vergastão
A embater na rocha se detendo
Longe, em descomunal ondulação
Cabo Carvoeiro, oriundo
Os urros das ondas em ebulição
Impacto nas rochas num som furibundo.
Da janela do meu sótão
Formou-se um “erudito” oriundo
Escudado em cultura de baú, pobretão!
Á luz do petróleo se examinando,
Desbravando leituras, como eremitão
Fazendo figura (fraca) esperando
Ao fenecer a janela do meu sótão…
Jeito de pináculo de catedral se foi antevendo,
 Da janela do meu sótão.
Daniel Costa
http://danielmilagredanieldaniel.blogspot.com.br/ 



2 comentários:

MARILENE disse...

O vídeo é encantado. Adorei!
Sua homenagem ao Daniel é merecida. Esse é um dos ricos poemas dele. Da janela de um sótão se observa a vida, em reflexão. Bjs.

Daniel Costa disse...

O poema bem pode se a merecida homenagem à ilustre tradutora e poetisa RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO a quem deverei muito.
Beijos