sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

SEUS OLHOS, POEMA DE ALMEIDA GARRETT





SEUS OLHOS


Seus olhos - que eu sei pintar
O que os meus olhos cegou -
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.


Divino, eterno! - e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda a alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.




2 comentários:

Daniel Costa disse...

Querida Renata, Almeida Garret de memória bem acentuada, poucos poemas dele tenho lido, mas de todos, como o presente, gostei de apreciar.
Olha, queria muito te ter a comentar, o meu blog, BRASIL: O SORRISO DE DEUS, que se vai encaminhar para ser história pós cabralina do Brasil.
http://amornaguerra.blogspot.pt/

Beijos

Jorge disse...

Almeida Garret não é dos meus escritores favoritos, mas não desgosto!