quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

SE TU VIESSES VER-ME HOJE À TARDINHA, SONETO DE FLORBELA ESPANCA








SE TU VIESSES VER-ME HOJE À TARDINHA






Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,


A essa hora dos mágicos cansaços,


Quando a noite de manso se avizinha,


E me prendesses toda nos teus braços...




Quando me lembra: esse sabor que tinha


A tua boca... o eco dos teus passos...


O teu riso de fonte... os teus abraços...


Os teus beijos... a tua mão na minha...




Se tu viesses quando, linda e louca,


Traça as linhas dulcíssimas dum beijo


E é de seda vermelha e canta e ri




E é como um cravo ao sol a minha boca...


Quando os olhos se me cerram de desejo...


E os meus braços se estendem para ti...





5 comentários:

Pedro Luso disse...

Olá, gostei muito do seu blog, bem como dessa grande poeta portuguesa, Florbela Espanca, que ainda tinha muito para criar, mas morreu muito jovem.
Um bom ano de 2016.
Abraços.

Daniel Costa disse...

Renata, sempre admirei a poesia de Florbela Espanca, a vila onde nasceu que conheceste, só por si com os seus seu mármores, inspiradora. A província de Baixo Alentejo, sei agora, é berço de bons poetas. Alguns são meus confrades na Associação de Poetas Portugueses.
Beijos

São disse...

Parabéns, linda, começou muito bem este 2016 para o qual lhe desejo saúde e muita felicidade!

ॐ Shirley ॐ disse...

Você fez uma belíssima escolha, Renata.
Grande abraço!!!

Cristina Sousa disse...

Olá Renata,

Amei.
Feliz por conhecer este teu espaço. Voltarei.

Beijo