quinta-feira, 30 de outubro de 2014

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

SONETO DE MANUEL IGNÁCIO DA SILVA ALVARENGA



SONETO DE MANUEL IGNÁCIO DA SILVA ALVARENGA

Que saudoso lugar!... Em roda as flores
Nascem por entre a relva; estes pinheiros
Parecem suspirar também de amores...
O zéfiro respira; o sol formoso

Vai dos troncos as sombras aportando,
Que já se inclina o carro luminoso...
O rouxinol te está desafiando;
Querem-te ouvir os verdes arvoredos

Que o vento faz mover de quando em quando,
E a musa que de amor sabe os segredos...
Risonhas flores, que um estreito laço

Formais de vossos ramos na floresta,
Sei que Glaura vos ama... pela sesta
Deixai-vos desfolhar no seu regaço.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PENÉLOPE






PENÉLOPE

Ela só dá ponto sem nó
Tece minutos, tece horas
Tece anos, tece amor
Amor tecido ter sido
Amortecida toda ela
A morte em vida
À espera
Os deuses fazem desfazem
Os heróis luzem grandes feitos
E das mulheres o que foi feito?
Um ponto de lágrima
Um ponto de cruz
Um ponto de esperança
Penélope não se cansa
Gira a roda e se enrosca
Nas malhas do destino
A felicidade por um fio?
Desmancha de noite
O trabalho do dia
Pálida presença na Odisseia
Não mereceriam
As mil provas de agonia
Em vez de cantos ao recato
O reverso do verso
De uma Penelopeia?

@ Renata Cordeiro

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

QUERO PAZ, CANÇÃO DE ROBERTO CARLOS* DIA DOS REIS NA POESIA*



QUERO PAZ, CANÇÃO DE ROBERTO CARLOS* DIA DOS REIS NA POESIA*



Se ninguém aperta o gatilho
Quem morre é a guerra caída na chão
Bang bang, guerra que nada
Não jogo granada na terra do irmão
Se ele fala outro idioma
A bandeira branca é universal
Se ele é preto, branco ou amarelo
Seu sangue é vermelho e o meu é igual
Quero paz
Violência não
Quero paz
É o que pede o meu coração
Como vou pra linha de frente
Se armado até os dentes não posso sorrir
Eu não vou fazer inimigos
Eu só tenho amigos, me deixem aqui
Eu não vou lavar roupa suja
Num tanque de guerra com bala e canhão
E esse barulhão não combina
Com a paz dos acordes do meu violão
Quero paz
Violência não
Quero paz
É o que pede o meu coração
Bang bang, bang não dá
Ratatatata também não
Quero paz aqui, quero lá
Vamos pôr a mão na consciência
A voz da inocência precisa falar
Ele deixou claro está escrito
Que o mundo é bonito se a gente se amar
Gente grande brinca com fogo
E joga esse jogo, se arrisca demais
Por isso eu sonho como criança
Não perco a esperança de um tempo de paz
Quero paz
Violência não
Quero paz
É o que pede o meu coração
Bang bang, bang não dá
Ratatatata também não
Quero paz aqui, quero lá
Quero Paz







segunda-feira, 13 de outubro de 2014

OS VERSOS QUE TE FIZ, POEMA DE FLORBELA ESPANCA








OS VERSOS QUE TE FIZ, POEMA DE FLORBELA ESPANCA


Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!


domingo, 5 de outubro de 2014

O AMOR E O PODER






O AMOR E O PODER



A música na sombra
O ritmo no ar
Um animal que ronda
No véu do luar

Eu saio dos seus olhos
Eu rolo pelo chão
Feito um amor que queima
Magia negra, sedução

Como uma deusa
Você me mantém
E as coisas que você me diz
Me levam além

Aqui nesse lugar
Não há rainha ou rei
Há uma mulher e um homem
Trocando sonhos fora da lei

Como uma deusa
Você me mantém
E as coisas que você me diz
Me levam além

Tão perto das lendas
Tão longe do fim
A fim de dividir
No fundo do prazer
O amor e poder

A música na sombra
O ritmo no ar
Um animal que ronda
No véu do luar

Tão perto das lendas
Tão longe do fim
Afim de dividir
No fundo do prazer
O amor e poder

Como uma deusa
Você me mantém
E as coisas que você me diz
Me levam além

Tão perto das lendas
Tão longe do fim
Afim de dividir
No fundo do prazer
O amor e poder

Como uma deusa
Você me mantém
E as coisas que você me diz
Me levam além.

autor desconhecido.