domingo, 21 de setembro de 2014

SEM CUIDAR QUE ESTAVA SÓ..., POEMA DE ESTER CORDEIRO





SEM CUIDAR QUE ESTAVA SÓ...


Sem cuidar que estava só,

Em mãos à obra deitei;

Dia e noite trabalhei,

— De cansada dava dó, —

E, dos pés, o sangue ao pó

Das estradas se juntava

Numa pasta ensangüentada

(Que eu dizia "é pão-de-ló");

Mais moidinha ficava

Que o trigo ao sair da mó.


5 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

21/09/14, SEM CUIDAR QUE ESTAVA SÓ..., POEMA DE ESTER CORDEIRO.
Renata Cordeiro

Jorge disse...

Eh pá, adorei este poema...
Brilhante!
Um beijinho
:))

Daniel Costa disse...

Querida Renata

Poema de Ester Cordeiro, a parece simples e ao mesmo tempo a me parecer muito bonito.
Depois me traz uma recordação: o trigo a alimentar a mó. Foi no século passado.
Beijos

Elvira Carvalho disse...

Gostei.
Um abraço e uma ótima semana

Edumanes disse...

Sem cuidar que estava só,
por que não tinha companhia
se calhar foi para casa da avó
escrever a mais bela poesia!

Já estarei para aqui a inventar,
não sei se terá ido ou não
quem bem sempre sabe amar
de ninguém magoará o coração?

O seu poema é de encantar,
por isso mesmo, não estava só
porque tinha quem bem amar
para se alimentar tinha pão-de-ló!

O meu comentário é,
mais uma brincadeira
perdi um sapato do pé
estou sentado na cadeira?

Resto de bom domingo, um beijo.
Eduardo.