sábado, 12 de julho de 2014

SONETO DE ÁLVARES DE AZEVEDO



SONETO DE ÁLVARES DE AZEVEDO

Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre um leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era virgem do mar, na escuna fria
Pela maré das águas embalada...
Era um anjo entre nuvens d´alvorada,
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era a mais bela! o seio palpitando...
Negros olhos, as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti as noites eu velei chorando,
Por ti nos sonhos morrerei sorrindo.

5 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

12/07/14, SONETO DE ÁLVARES DE AZEVEDO.
Renata Cordeiro

PAULO TAMBURRO. disse...

RENATA,

como é fácil preencher tantas laudas de um versejar incontido com as mãos sempre que,é o coração que esteja exigindo.determinando, apontando e querendo transmutar sensações e sentimentos,em palavras.

Quando o amor tem a necessidade de vazar,transbordar,ejetar e inundar os entornos, qual barreira irá conte-lo?

Quais as noites ousariam escurecer os coloridos sonhos da paixão,os lábios ávidos pelo contato e a pele ardente de desejos?

A estas perguntas, só as não responderiam,os desafortunados humanos que, nunca souberam amar.

Quer que eu minta?

Um abração carioca.

Fernando disse...

Olá Renata
Sempre gostei dos clássicos da Literatura. Foi bom poder ver um pouco disso aqui no seu espaço que encontrei passeando pela blogosfera.
Alvares de Azevedo é um grande clássico do ultra romantismo e suas poesias estão aí até hoje fazendo escola :)
Bjsss
Grande abraço
Blog Fernu Fala II

Maria Rodrigues disse...

Excelente escolha.
Um poema terno e belo.
Beijinhos
Maria

Fernando Santos (Chana) disse...

Belo poema...Espectacular....
Cumprimentos