quinta-feira, 31 de julho de 2014

QUANDO EU MORRER, SONETO DE BERNARDINO COSTA LOPES



QUANDO EU MORRER, SONETO DE BERNARDINO COSTA LOPES

Quando eu morrer em véspera tranqüila,
Num pôr-do-sol de goivos e saudade,
Da velha igreja, que a Madona asila,
O sino grande a soluçar Trindade;

Quando o tufão do mal que me aniquila
Soprar minh´alma para a Eternidade,
Todas as flores dos jardins da vila,
Certo, eu terei da tua caridade.

E, já na sombra amiga do cipreste,
Há de haver uma lágrima piedosa,
A edênea gota, a pérola celeste,

Para quem desfolhou, terno, e a mãos cheias,
O lírio, o bogari, o cravo e a rosa
Pelas estradas brancas das aldeias.

9 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

31/07/14, QUANDO EU MORRER, SONETO DE BERNARDINO COSTA LOPES.
Renata Cordeiro

Gilberto Cantu disse...

Olá Renata.
Quando eu morrer...
A gente nunca espera isso, mas teme o dia que chegará.
Como será, o que encontrares?
Acredito ser a maior interrogação da vida do ser humano mesmo sabendo da eternidade.
PAZ e LUZ.
Um abraço.

Daniel Costa disse...

Querida Renata

Apreciável soneto, até pelo sentido da oportunidade. Todos sabemos o nosso fim, mas o admitir? Sentimos receio dum fato certo,
Beijos

Fernando Santos (Chana) disse...

Belo soneto...Espectacular....
Cumprimentos

Marisa Giglio disse...

Renata , gostei do poema e adoro a música . Agradeço a partilha e a visita ao meu espaço . Beijos

Nilson Barcelli disse...

Gostei imenso deste soneto, que não conhecia.
Renata, tem um bom fim de semana.
Beijo.

Maria Rodrigues disse...

Um soneto tão lindo, mas tão nostálgico.
Beijinhos
Maria

Silenciosamente ouvindo... disse...

Também gostei imenso do soneto
e não o conhecia. Um gosto vir
aqui.
Bom domingo.
Bj.
Irene Alves

MarcioBuriti Textos disse...

Dá saudade, mas é bonito inconteste. Obrigado, Renatsa.