quinta-feira, 17 de julho de 2014

ENOJO, SONETO DE FAGUNDES VARELA




ENOJO, SONETO DE FAGUNDES VARELA

Vem despontando a aurora, a noite morre,
Desperta a mata virgem seus cantores,
Medroso o vento no arraial das flores
Mil beijos furta e suspirando corre.

Estende a névoa o manto e o val percorre,
Cruzam-se as borboletas de mil cores,
E as mansas rolas choram seus amores
Nas verdes balsas onde o orvalho escorre.

E pouco a pouco se esvaece a bruma,
Tudo se alegra à luz do céu risonho
E ao flóreo bafo o sertão perfuma.

Porém minh´alma triste e sem um sonho
Murmura olhando o prado, o rio, a espuma:
Como isto é pobre, insípido, enfadonho!

7 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

17/07/14, ENOJO, SONETO DE FAGUNDES VARELA.
Renata Cordeiro

Daniel Costa disse...

Querida Renata

Tal como descreve o soneto é agradável estar escutar o arrolhar no bucolismo das balsas.

Beijos

MarcioBuriti Textos disse...

Maravilha, Renata! Ótima postagem. Obrigado.

Malu Silva disse...

Triste e lindo... Mas também a VIDA é assim.
Grata pela sua doce visita!!
Beijinhos

helia disse...

Lindo este Poema !
Um bom Domingo !

Elvira Carvalho disse...

Quando a alma não sonha o mundo à volta pode ser muito belo, ou um deserto que tanto faz.
Um abraço e ótimo Domingo

António Jesus Batalha disse...

Renata como também escrevo umas coisas vim ver a sua poesia em portugues.-Estende a névoa o manto e o val percorre,
Cruzam-se as borboletas de mil cores,
E as mansas rolas choram seus amores
Nas verdes balsas onde o orvalho escorre.-Gostei estive a ver e ler mais, tem poesia muito boa.Abraço.Peregrino E Servo.