terça-feira, 17 de junho de 2014

TRISTE FILOSOFIA, SONETO DE MAXIMIANO DE LAET


TRISTE FILOSOFIA, SONETO DE MAXIMIANO DE LAET


Ia a Rosa vestir-se, e do vestido

Uma voz se desprende e assim murmura:

“Muitas morremos de uma morte escura,

Por que te envolva serico tecido!”


Ia toucar-se, e escuta-se um gemido

Do marfim que as madeixas lhe segura:

“Por dar-te o afeite desta minha alvura,

Jaz na selva meu corpo sucumbido!”


Põe um colar, e a pérola mais fina:

“Para pescar-me quantos párias, quantos!

Padeceram no mar lúgubres sortes!”


E Rosa chora: “Oh! desditosa sina!

Todo sorriso é feito de mil prantos,

Toda a vida se tece de mil mortes!”


7 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

TRISTE FILOSOFIA, SONETO DE MAXIMIANO DE LAET, 17/06/14.
Renata Cordeiro

Elvira Carvalho disse...

Um soneto triste mas muito bonito.
Um abraço

Gaja Maria disse...

Que lindo :)

São disse...

Para que uns vivam , outros morrem...Terá que ser mesmo assim?!

Gostei da canção , sim.


Minha querida Renata, que tenha sonhos bonitos :)

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá Renata! Passando para agradecer atua visita e amável comentário, bem como apreciar este belo soneto do Maximiano de Laet.

Beijos e muita paz para ti e para os teus.

Furtado.

Reflexo d'Alma Fase 2014 disse...

Bom feriado
e
Bjins
CatiahoAlc./ReflexodAlma

Daniel Costa disse...

Renata

Filosofia antiga que bem sabes recuperar, para quem gosta de vaguear por todos o géneros.
Beijos