terça-feira, 3 de junho de 2014


AO LUAR, SONETO DE BENEDITO LUÍS RODRIGUES DE ABREU









Os santos óleos, do alto, o luar derrama...
Eu, pecador, ao claro luar ungido,
Sonho: e sonhando rezo comovido
E arrebatado na divina chama.

Deus piedoso, consolo do oprimido,
Se compadece, à voz que ardente clama,
Porque meu coração, impura lama,
É um brado intenso para os céus erguido!

E o divino perdão desce da altura:
Grandes lírios alvíssimos florescem
Sob a lua, floresce a formosura...

E nessa florescência, imaculados
Raios longos do luar piedoso descem,
Choram comigo sobre os meus pecados.


5 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

03/06/14, AO LUAR, SONETO DE BENEDITO LUÍS RODRIGUES DE ABREU.
Renata Cordeiro

Daniel Costa disse...

Renata

A tua sensibilidade, sempre foi muito apurada. Mais uma vez o demonstras, ao mostrar o belo soneto de Benedito Luís Rodrigues de Abreu.
Beijos

São disse...

Belíssimo soneto de Rodrigues de Abreu, autor que desconhecia.

Beethoven é único e esta peça lindissima

Gratissimo beijo por estes momentos felizes, meu anjo!

Ghost e Bindi disse...

Belíssimo!!

Ghost e Bindi

Blue disse...

E ao luar, sonhar
E a Deus, as mãos erguer
Chorar pelos pecados
E ter a certeza de ser perdoado!

Beijo