sexta-feira, 23 de maio de 2014

DESTINO, POEMA DE MIA COUTO


DESTINO, POEMA DE MIA COUTO

à ternura pouca
me vou acostumando
enquanto me adio
servente de danos e enganos

vou perdendo morada
na súbita lentidão
de um destino
que me vai sendo escasso

conheço a minha morte
seu lugar esquivo
seu acontecer disperso

agora
que mais
me poderei vencer?

5 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

23/05/14, DESTINO, POEMA DE MIA COUTO.
Renata Cordeiro

Daniel Costa disse...

Renata

O poema de Mia Couto, merece bem a bonita ilustração escolhida.
Também o vídeo é interessante.
Beijos

São disse...

A ilustração é mimosa e Mia Couto um excelente escritor de língua portuguesa.


Caetano está para actuar aqui brevemente e continua cantando muito bem.

Meu anjo, abraço de amizade com votos de excelente final de semana


. intemporal . disse...

.

.

. a harmonia constante . entre quem sabe e quem sabe muito bem . ou melhor ainda .

.

. um beijo meu .

.

.

José María Souza Costa disse...

Olá, bom dia.
E chegamos ao fim de semana. Com saúde, paz espiritual. uns com os seus desejos, outros com as suas manias, e outros sem desejos e sem manias. Mas, o importante, é que atravessamos, mais esse mar de nuances, vivos.
Que o Criador, tenha sempre compaixão de nós. Precisamos.
Um abraço.