terça-feira, 6 de maio de 2014

CELESTE, SONETO DE ADELINO FONTOURA



CELESTE, SONETO DE ADELINO FONTOURA

É tão divina a angélica aparência,
E a graça que ilumina o rosto dela,
Que eu concebera o tipo da inocência
Nessa criança imaculada e bela.

Peregrina do céu, pálida estrela,
Exilada da etérea transparência,
Sua origem não pode ser aquela
Da nossa triste e mísera existência.

Tem a celeste ingênua formosura
E a luminosa auréola sacrossanta
De uma visão do céu, cândida e pura;

E quando os olhos para o céu levanta,
Inundados de mística doçura,
Nem parece mulher, – parece santa. 

3 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

06/05/14, CELESTE, SONETO DE ADELINO FONTOURA.
Renata Cordeirio

Daniel Costa disse...

Renata

O poema foi de certeza dedicado a uma mulher santa, tão belo que ficou, revela esmero.
Beijos

Elvira Carvalho disse...

Adelino Fontoura?
Não conhecia, mas o poema é muito belo. Obrigada pela partilha.
Um abraço