domingo, 27 de abril de 2014

VEM, SONETO DE ARTUR NABANTINO GONÇALVES DE AZEVEDO




VEM, SONETO DE ARTUR NABANTINO GONÇALVES DE AZEVEDO

Escrúpulos?... Escrúpulos!... Tolice!...
Corre aos meus braços! Vem! Não tenhas pejo!
Traz teu beijo ao encontro do meu beijo,
E deixa-os lá dizer que isto é doidice!

Não esperes o gelo da velhice,
Não sufoques o lúbrico desejo
Que nos teus olhos úmidos eu vejo!
Foges de mim?... Farias mal?... Quem disse?

Ora o dever! – o coração não deve!
O amor, se é verdadeiro, não ultraja
Nem mancha a fama embora alva de neve.

Vem!... que o teu sangue férvido reaja!
Amemo-nos, amor, que a vida é breve,
E outra vida melhor talvez não haja!

4 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

27/04/14, VEM, SONETO DE ARTUR NABANTINO GONÇALVES DE AZEVEDO.
Renata Cordeiro

Skyline Spirit disse...

pretty nice blog, following :)

Daniel Costa disse...

Querida Renata

No interessante poema, podemos ler a verdade: outra vida talvez não haja! Então porque não amar hoje, como se não houvesse amanhã?
Reparei tua nova foto de perfil e pela segunda vez, em meia dúzia de anos, ela me encanta.
Beijos

São disse...

Aqui houve também uma vaga deste tipo de música cantada em português, mas depois acabou...

lamento muito esta mania de que só o inglês é cantável!!

Meu bem, desejo-lhe uma feliz semana.