quarta-feira, 9 de abril de 2014

DESENCANTO, POEMA DE MANUEL BANDEIRA

Tears, por Neitin

DESENCANTO, POEMA DE MANUEL BANDEIRA

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é de sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

_ Eu faço versos como quem morre.

4 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

09/04/14, DESENCANTO, POEMA DE MANUEL BANDEIRA.
Renata Cordeiro

Daniel Costa disse...

Renata
O "Desencanto" de Manuel Bandeira, é um encanto de poema, como todos os daquela poeta.
A canção de fundo vale.
Beijos

Maria Rodrigues disse...

Excelente escolha, um poema lindo.
Beijinhos
Maria

Blue disse...

Fazer versos como quem morre
é um dom dos poetas.
Que com sangue escrevem
o que nas veias corre.

Beijo