sexta-feira, 4 de abril de 2014

ASPIRAÇÕES, POEMA DE JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA


       ASPIRAÇÕES, POEMA DE JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA


Quando eu morrer, ninguém venha chorar-me:
Lancem meu corpo à solidão sem termos.
Eu amo aqueles céus, aqueles ermos,
Onde a tristeza Deus vem consolar-me!

Lá, sinto ainda est´alma esvoaçar-me
Eterizada, e eu sonho a renascermos;
Eu e ela, ambos sós, ambos enfermos,
Eu morto já, e ela a despertar-me!

Lá fico aragem, folha, passarinho,
Lá me transforma em eco a solidão,
E a natureza inteira abre-me o ninho.

Oh! Deus de amor! oh! Deus da Criação!
Prende minha alma aos musgos do caminho,
Derrete-me no espaço o coração!...

4 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

04/04/2014, ASPIRAÇÕES, POEMA DE JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA.
Renata Cordeiro

São disse...

Linda prece.

Pena Ayres ter findado com este grupo de tanta qualidade.

Os Açores são de uma beleza estonteante, particularmente S. Miguel


MInha querida, bom fim de semana

Jorge disse...

Renata, lindona, gosto imenso de ti e quero agradecer as suas palavras.
Obrigado
Beijinhos!

Daniel Costa disse...

Querida Renata

Que maravilha de poema, de José Bonifácio de Andrada e Silva, O acervo de poesia é um espanto. Fazes muito bem, os apresentar.
São sempre prazer, ler e reler,
Beijos