terça-feira, 25 de março de 2014

SONETO I, DE JORGE DE SENA




SONETO I, DE JORGE DE SENA

Anos sem fim, à luz do mar aceso,
te vi nudez quase total, tão grácil
figura juvenil, ambígua e fácil,
e ao longe às vezes totalmente nua

em um só relance de malícia crua.
Tudo isso me atraía e me afastava,
embora a vista, retornando escrava,
a teus lugares me tivesse preso.

E quase sempre então tua figura,
sentada estátua, ou falsa sesta impura,
lá era ao sol o tempo congelado.

Hoje, subitamente, tu não viste
ninguém senão o meu olhar quebrado,
e com lenta inocência te despiste.

Mas quantas rugas no rosto ansiado.

SETE SONETOS DA VISÃO PERPÉTUA



2 comentários:

Manu ELA Santos disse...

Oi Renata voltou a blogar?....Lindo blog amiga bjsss

Evanir disse...

Muitas vezes só necessitamos de uma palavra de conforto, de ânimo,
de alguém que dedique um pouco do seu tempo para nós.
E são nessas muitas vezes que encontramos nossos amigos virtuais!
Hoje venho te abraçar pelo dia do amigo virtual.
Você é benção na minha vida.
Quero estar em sintonia contigo
por muitos anos .
Como muito carinho deixei um mimo na postagem,
simples mais de todo coração.
beijos te agradeço pela nossa amizade.
Evanir.