domingo, 23 de março de 2014

SONETO, DE RAUL DE LEONI

 

SONETO, DE RAUL DE LEONI


No meu grande otimismo de inocente,
Eu nunca soube porque foi... um dia
Ela me olhou indiferentemente;
Perguntei-lhe porque era... Não sabia...

Desde então, transformou-se, de repente,
A nossa intimidade correntia
Em saudações de simples cortesia
E a vida foi andando para a frente.

Nunca mais nos falamos... vai distante...
Mas, quando a vejo, há sempre um vago instante
Em que seu mudo olhar no meu repousa,

E eu sinto, sem no entanto compreendê-la,
Que ela tenta dizer alguma cousa
Mas que é tarde demais para dizê-la.
 

5 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

23/03/14, SONETO, DE RAUL DE LEONI.
Renata Cordeiro

Jorge disse...

Brilhante, este poema!
Beijinho, Renata!
:))

Daniel Costa disse...

Querida Renata, eis um soneto muito bonito. O sério amor jamais desvanece.
Beijos

Elvira Carvalho disse...

Mais um bonito poema de um autor que desconhecia.
Obrigada pela partilha.
Um abraço e uma boa semana.

São disse...

Belo casamento entre o poema e o vídeo, minha amiga.


Bom serão, Renata