sexta-feira, 21 de março de 2014

ODOR DI FEMINA, POEMA DE ANTÓNIO CRESPO

 

ODOR DI FEMINA, POEMA DE ANTÓNIO CRESPO


Era austero e sisudo; não havia
Frade mais exemplar nesse convento;
No seu cavado rosto macilento
Um poema de lágrimas se lia.

Uma vez que na extensa livraria
Folheava o triste um livro pardacento,
Viram-no desmaiar, cair do assento,
Convulso e torvo sobre a lájea fria.

De que morrera o venerando frade?
Em vão busco as origens da verdade,
Ninguém m´a disse, explique-a quem puder.

Consta que um bibliófilo comprara
O livro estranho e que, ao abri-lo, achara
Uns dourados cabelos de mulher...

7 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

21/03/14, ODOR DI FEMINA, POEMA DE ANTÓNIO CRESPO.
Renata Cordeiro

Elvira Carvalho disse...

Morreu de amor o frade.
Não conhecia o poema. Obrigada pela partilha.
Um abraço e bom fim de semana

Daniel Costa disse...

Renata, ai os cabelos de mulher, e o "santo" Fradesso, a ir depressa par o céu!
Com o belo soneto e a toque de violino.
Beijos querida

. intemporal . disse...

.

.

. como fios de uma seda rara .

. como fios .

.

. um beijo . renata .

.

.

São disse...

Não conhecia o poeta e gostei muito de conhecer.

Al Pacino é genial artista e este filme mereceu-lhe justamente o òscar.

Bom fim de semana, linda

Elvira Carvalho disse...

Passei só para lhe deixar um abraço de Parabéns. Feliz aniversário

Fernando Santos (Chana) disse...

Belo post...Espectacular....
Cumprimentos