quarta-feira, 19 de março de 2014

A SINA DE ISOLDA E DE SEU AMADO TRISTÃO


 


A SINA DE ISOLDA E DE SEU AMADO TRISTÃO

A água profunda a sufoca,
gritos de amor lhe explodem na cabeça,
e na tormenta forte ela teme o exílio.
Não ousa crer no destino fatal,
o amanhã pode ser clemente...
Ela sofreu tanto, tanto,
separada do amante tão brioso.
Eles se amavam tanto,
eles se amavam demais...
enfrentaram os deuses lá do céu,
sua felicidade foi de fel...
Maldita a tempestade, a que a prendeu no mar
o grito que corrói o seu peito tem nome:
Tristão...
Aquele que ela chora a todo instante.
Um homem grita “TERRA”
 desespera-se, a vela branca a espera...
Gostava de poder voar,
estar perto do seu amado...
correndo pela praia, e já sem fôlego,
ignorando o raivoso olhar daquela "outra",
ela se inclina sobre aquele a quem mais ama...
Quebra-se dentro dela o rasgo de razão
seu amante foi para as novas dimensões...
e nos lábios gelados de Tristão
põe o último bater do próprio coração.
Deitando-se ao lado dele,
sem poder devolver-lhe a vida,
segue-o na morte,
enlaçando-o o mais próximo do corpo...
Com a respiração mortificada,
num suspiro murmura
“Adeus, Vida, de ti quero fugir”
o coração lhe falha, a sua alma alça voo
“Tristão... Tristão...”, as últimas palavras...

Renata Cordeiro
(Versos livres e brancos)

4 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

19/03/14, A SINA DE ISOLDA E DE SEU AMADO TRISTÃO.
Renata Cordeiro

Elvira Carvalho disse...

Tristão e Isolda uma história de trágica de um amor impossível. São as histórias assim que se perpetuam pelos séculos.
Muito bonito o vídeo
Um abraço

arjuna disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria Rodrigues disse...

Amor, paixão e dor. Lindissimo poema.
Feliz Dia do Blogueiros.
Beijinhos
Maria