quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

TERNURA, POEMA DE VINICIUS DE MORAES



Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar
                                                                     [ extático da aurora.

3 comentários:

. intemporal . disse...

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. bel.íssimo . íssimo . íssimo .

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. aplausos de pé . :) .

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Táxi Pluvioso disse...

Então você voltou, felicidades no seu regresso. bjs de Portugal

Ricardo e Regina Calmon disse...

Ki Bom ter voce de volta,amiga caríssima

bzu no cuore

viva la vida