segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

DESPEDIDA, POEMA DE CECÍLIA MEIRELES


                     




                       DESPEDIDA, POEMA DE CECÍLIA MEIRELES

                            Por mim, e por vós, e por mais aquilo que está
                            onde as outras coisas nunca estão
                            deixo o mar bravo e o céu tranqüilo: quero solidão.

                            Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
                            E como o conheces ? - me perguntarão.
                            Por não ter palavras, por não ter imagens.
                            Nenhum inimigo e nenhum irmão.

                           Que procuras ? Tudo. Que desejas ? - Nada.
                            Viajo sozinha com o meu coração.
                            Não ando perdida, mas desencontrada.
                            Levo o meu rumo na minha mão.

                            A memória voou da minha fronte.
                            Voou meu amor, minha imaginação...
                            Talvez eu morra antes do horizonte.
                            Memória, amor e o resto onde estarão ?

                            Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
                            (Beijo-te, corpo meu, todo desilusão !
                            Estandarte triste de uma estranha guerra ...)
                            Quero solidão.

                        

5 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

17/02/14, Despedida, de Cecília Meireles.

Samuel Balbinot disse...

Boa tarde Renata.. encontrei teu blog através da Bandys..
sublime a poesia desta poetisa mais sublime ainda..
deixo aqui um soneto que fiz a ela..
abração e um excelente dia
lapidandoversos.blogspot.com.br

CECÍLIA MEIRELES

Poetisa talentosa, que aos nove anos
Despertou para o mundo da poesia…
Brindando todos nós seres humanos
Com palavras repletas de magia;

Palavras são como ondas nos oceanos;
Com elas tu fizeste melodia…
Publicando ainda moça e sem enganos
O teu primeiro livro, quem diria!

Poemas regados por uma beleza
Incontestável, tal delicadeza
Que tua alma tão bem soube expressar;

Cada verso teu tende a nos mostrar…
Que somos só espectros reais com peles
Deslumbrantes Cecília Meireles;

Samuel Balbinot disse...

Olá Renata.. fico feliz com tua presença.. vi que tem outros blogs.. se puder me diga o mais atual e que não seja pesado srrs
pois minha net é uma lentidão só.. sobre minha poesia eu sei que pego meio pesado as vezes mas é para ver se as pessoas despertam do sono profundo que estão.. eu com meus 29 anos tb nunca fiquei com ng..
pois entendo o que é energia.. e tenho livros que mostram muito o que acontece mesclar energia com várias pessoas..
fique sempre a vontade beijos e até sempre

São disse...

Cecília Meireles, conhecia...este poema lindo , não

Grato abraço e tudo de bom

Alexandrino Sousa disse...


Amiga Renata,

e quantas vezes na solidão nos reencontramos e encontramos o nosso caminho??

Beijo
Alex