quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

SIMPLICIDADE






SIMPLICIDADE

Queria, queria
Ter a singeleza
Das vidas sem alma
E a lúcida calma
Da matéria presa.

Queria, queria
Ser igual ao peixe
Que livre nas águas
Se mexe;

Ser igual em som,
Ser igual em graça
Ao pássaro leve,
Que esvoaça...

Tudo isso eu queria.
Ser fraco é ser forte!
Queria viver
E depois morrer
Sem nunca aprender
A gostar da morte.





Pedro Homem de Mello, in "Estrela Morta"

sábado, 6 de dezembro de 2014

CREIO NO INCRÍVEL










CREIO NO INCRÍVEL




Natália Correia




Creio no incrível, nas coisas assombrosas, na ocupação do mundo pelas Rosas, creio que o Amor tem asas de ouro. Amém.











sábado, 22 de novembro de 2014

MANTRA





MANTRA



Composição: Nando Reis/Arnaldo Antunes







Quando não tiver mais nada



Nem chão nem escada



Escudo ou espada



O seu coração



Acordará!



Quando estiver com tudo



Lã, cetim veludo



Espada e escudo



Sua consciência



Adormecerá!



E acordará no mesmo lugar



Do ar até o arterial



No mesmo lar



No mesmo quintal




Da alma ao corpo material



Hare Krishna Hare



KrishnaKrishna



KrishnaHare



HareHare



RamaHare



RamaRama



RamaHare Hare



Quando não se tem mais nada



Não se perde nada



Escudo espada



Pode ser o que se for



Livre do temor



Hare Krishna Hare



KrishnaKrishna



KrishnaHare



HareHare



RamaHare



RamaRama



RamaHare Hare



Quando se acabou com tudo



Espada e escudo



Forma e conteúdo



Já então agora dá



Para dar amor



Amor dará e receberá



Do ar pulmão



Da lágrima sal



Amor dará e receberá



Da luz visão



Do tempo espiral



Amor dará e receberá



Do braço mão



Da boca vogal



Amor dará e receberá



Da morte



O seu dia natal



Aaadeeeus



Dooooor



Hare Krishna



Hare Krishna



Krishna Krishna



Hare Hare



Hare Rama Hare



Rama Rama Rama



Hare Hare



domingo, 16 de novembro de 2014

SEREIA, CANÇÃO DE LULU SANTOS




SEREIA, CANÇÃO DE LULU SANTOS

Clara como a luz do sol
Clareira luminosa
Nessa escuridão
Bela como a luz da lua
Estrela do oriente
Nesses mares do sul
Clareira azul no céu
Na paisagem
Será magia, miragem, milagre
Será mistério...
Prateando horizontes
Brilham rios, fontes
Numa cascata de luz
No espelho dessas águas
Vejo a face luminosa do amor
As ondas vão e vem
E vão e são como o tempo...
Luz do divinal querer
Seria uma sereia
Ou seria só
Delírio tropical, fantasia
Ou será, um sonho de criança
Sob o sol da manhã...

***





quinta-feira, 6 de novembro de 2014

CHOVE CHUVA + PARA TODOS OS NÓS DE NÓS TODOS, CANÇÃO DE JORGE BEN JOR




CHOVE CHUVA + PARA TODOS OS NÓS DE NÓS TODOS



Chove chuva, chove sem parar

Chove chuva, chove sem parar

Chove chuva, chove sem parar

Chove chuva, chove sem parar



Pois eu vou fazer uma prece

Pra Deus, Nosso Senhor

Pra chuva parar de molhar

O meu divino amor



Que é muito lindo

É mais que o infinito

É puro e é belo

Inocente como a flor

Por favor, chuva ruim

Não molhe mais o meu amor assim

Não, não, não, não, não, não, não

Por favor, chuva ruim

Não molhe mais o meu amor assim*




quinta-feira, 30 de outubro de 2014

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

SONETO DE MANUEL IGNÁCIO DA SILVA ALVARENGA



SONETO DE MANUEL IGNÁCIO DA SILVA ALVARENGA

Que saudoso lugar!... Em roda as flores
Nascem por entre a relva; estes pinheiros
Parecem suspirar também de amores...
O zéfiro respira; o sol formoso

Vai dos troncos as sombras aportando,
Que já se inclina o carro luminoso...
O rouxinol te está desafiando;
Querem-te ouvir os verdes arvoredos

Que o vento faz mover de quando em quando,
E a musa que de amor sabe os segredos...
Risonhas flores, que um estreito laço

Formais de vossos ramos na floresta,
Sei que Glaura vos ama... pela sesta
Deixai-vos desfolhar no seu regaço.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PENÉLOPE






PENÉLOPE

Ela só dá ponto sem nó
Tece minutos, tece horas
Tece anos, tece amor
Amor tecido ter sido
Amortecida toda ela
A morte em vida
À espera
Os deuses fazem desfazem
Os heróis luzem grandes feitos
E das mulheres o que foi feito?
Um ponto de lágrima
Um ponto de cruz
Um ponto de esperança
Penélope não se cansa
Gira a roda e se enrosca
Nas malhas do destino
A felicidade por um fio?
Desmancha de noite
O trabalho do dia
Pálida presença na Odisseia
Não mereceriam
As mil provas de agonia
Em vez de cantos ao recato
O reverso do verso
De uma Penelopeia?

@ Renata Cordeiro