terça-feira, 30 de março de 2010

ÀS FLORES INTERROMPIDAS! ENCANTA-NOS, CAUBY!




ÀS FLORES INTERROMPIDAS! ENCANTA-NOS, CAUBY!





Ó Flor interrompida Flor da Vida


Salpicada do sangue multicores



Ouve atende esta súplica prece


Permeia de pacíficos odores


O campo onde se dá acirrada luta


Bruta inglória justa ou injusta


Na mente deste povo refloresce


O mesmo que impediu teu crescimento


Implanta aqui o teu renascimento


Tu que permaneceste germinante


A lâmina em ti não foi fulminante


Fora banhada na água de um amor


Abundante extenso e tão profundo



O maior amor que há nos vastos mundos


Que de tanto te amar e prantear


Murchou ao sol após a tua poda


Era rubra brilhante esplendorosa


A rosa cujo pranto generoso


Fecundou o chão árido rochoso


Agora honra tão honroso choro


Verte o mais amoroso e fértil pranto


Para que do solo irrompa com encanto


A Beleza esquecida e prometida


Às flores hoje ainda interrompidas





Poema de Renata M. P. Cordeiro









segunda-feira, 29 de março de 2010

EU SEMPRE TE AMAREI + EU SEI QUE VOU TE AMAR*********************************






EU SEMPRE TE AMAREI + EU SEI QUE VOU TE AMAR








Se eu pudesse ficar

Atrapalharia o teu caminho

Então, eu me vou, mas sei

Que pensarei em ti

Em cada passo do caminho

E sempre te amarei

Sempre te amarei

A ti, meu querido,

Agridoces lembranças

São tudo o que levo comigo

Então, por favor, não chores

Nós sabemos

Que não sou a pessoa de que precisas

E que sempre te amarei

Sempre te amarei

Espero que a vida cuide bem de ti

Espero que tenhas tudo

Tudo o que sonhaste ter

Eu te desejo diversão

E felicidades

Mas acima de tudo

Desejo-te amor

E eu sempre te amarei

Sempre te amarei

Eu, eu sempre te amarei

A ti

Amor meu, eu te amo

E eu sei que sempre

Eu sei que sempre

Vou-te amar...




Whitney Houston

Trad. cometida pela Renata M. P. Cordeiro





sexta-feira, 26 de março de 2010

TENTE OUTRA VEZ!...




TENTE OUTRA VEZ!...









Veja!

Não diga que a canção

Está perdida

Tenha em fé em Deus

Tenha fé na vida

Tente outra vez!...



Beba! Beba!

Pois a água viva

Ainda tá na fonte

Tente outra vez!

Você tem dois pés

Para cruzar a ponte

Nada acabou!

Não! Não! Não!...



Oh! Oh! Oh! Oh!

Tente!

Levante sua mão sedenta

E recomece a andar

Não pense

Que a cabeça agüenta

Se você parar

Não! Não! Não!

Não! Não! Não!...



Há uma voz que canta

Uma voz que dança

Uma voz que gira

Gira!

Bailando no ar

Uh! Uh! Uh!...



Queira! Queira!

Basta ser sincero

E desejar profundo

Você será capaz

De sacudir o mundo

Vai!

Tente outra vez!

Humrum!...



Tente! Tente!

E não diga

Que a vitória está perdida

Se é de batalhas

Que se vive a vida

Han!

Tente outra vez!...




Composição

Raul Seixas / Marcelo Motta / Paulo Coelho




quinta-feira, 25 de março de 2010

O VENTO NA ILHA, O AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER...





O VENTO NA ILHA, O AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER...



Pablo Neruda + Mix





O vento é um cavalo

Ouça como ele corre

Pelo mar, pelo céu.

Quer me levar: escuta

como recorre ao mundo

para me levar para longe.




Esconde-me em teus braços

por somente esta noite,

enquanto a chuva rompe

contra o mar e a terra

sua boca inumerável.




Escuta como o vento

me chama calopando

para me levar para longe.




Com tua frente a minha frente,

com tua boca em minha boca,

atados nossos corpos

ao amor que nos queima,

deixa que o vento passe

sem que possa me levar.




Deixa que o vento corra

coroado de espuma,

que me chame e me busque

galopandanto eu, emergido

debaixo teus grandes olhos,

por somente esta noite



descansarei, amor meu.






domingo, 21 de março de 2010

O RIO DE JANEIRO EM FLOR, ALMA PERFUMADA!








O RIO DE JANEIRO EM FLOR, ALMA PERFUMADA!







A gente passa, a gente olha, a gente pára

e se extasia.

Que aconteceu com esta cidade

da noite para o dia?

O Rio de Janeiro virou flor

nas praças, nos jardins dos edifícios,

no Parque do Flamengo nem se fala:

é flor é flor é flor,

uma soberba flor por sobre todas,

e a ela rendo meu tributo apaixonado.

Pergunto o nome, ninguém sabe. Quem responde

é Baby Vignoli, é Léa Távora.

(Homem nenhum sabe nomes vegetais,

porém mulher se liga à natureza

em raízes, semente, fruto e ninho.)

Iúca! Iúca, meu amor deste verão

que melhor se chamara primavera.

Yucca gloriosa, mexicana

dádiva aos canteiros cariocas.

Em toda parte a vejo. Em Botafogo,

Tijuca, Centro, Ipanema, Paquetá,

a ostentar panículas de pérola,

eretos lampadários, urnas santas,

de majestade simples. Tão rainha,

deixa-se florir no alto, coroando

folhas pontiagudas e pungentes.

A gente olha, a gente estaca

e logo uma porção de nomes populares

brota da ignorância de nós todos.

Essa gorda baiana me sorri:

– Círio de Nossa Senhora... (ou de Iemanjá?)

– Vela de pureza, outra acrescenta.

– Lanceta é que se chama. – Não, baioneta.

– Baioneta espanhola, não sabia?

E a flor, que era anônima em sua glória,

toda se entreflora de etiquetas.

Deixemo-la reinar. Sua presença

é mel e pão de sonho para os olhos.

Não esqueçamos, gente, os flamboyants

que em toda sua pompa se engalanam

aqui, ali, no Rio flóreo.

Nem a dourada acácia,

nem a mimosa nívea ou rósea espirradeira,

esse adágio lilás do manacá,

esse luxo do ipê que nem-te-conto,

mais a vermelha aparição

dos brincos-de-princesa nos jardins

onde a banida cor volta a imperar.

Isto é janeiro e é Rio de Janeiro

janeiramente flor por todo lado.

Você já viu? Você já reparou?

Andou mais devagar para curtir

essa inefável fonte de prazer:

a forma organizada

rigorosa

esculpintura da natureza em festa, puro agrado

da Terra para os homens e mulheres

que faz do mundo obra de arte

total universal, para quem sabe

(e é tão simples)

ver?



Carlos Drummond de Andrade