quarta-feira, 17 de novembro de 2010

CANTIGUINHA



CANTIGUINHA

Cecília Meireles 

Meus olhos eram mesmo água,

— te juro —
mexendo um brilho vidrado,
verde-claro, verde-escuro.
Fiz barquinhos de brinquedo,

— te juro —
fui botando todos êles
naquele rio tão puro.

Veio vindo a ventania,

— te juro —
as águas mudam seu brilho,
quando o tempo anda inseguro.
Quando as águas escurecem,

— te juro —
todos os barcos se perdem,
entre o passado e o futuro.
São dois rios os meus olhos,

— te juro —
noite e dia correm, correm,
mas não acho o que procuro.

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7 comentários:

Sandra Botelho disse...

As vezes temos tudo menos o que procuramos...Bjos achocolatados

Hana disse...

Oi minha linda, olha amei encontrar Cecília Meireles, nossa a algum tempo não a lia, seu cantinho qui é uma delícia, vou vir sempre que possível, aprender mais e mais. Obrigada pelos momentos que aqui passei.
com carinho
Hana

Maria disse...

Amiga excelente escolha.
Tenha um maravilhoso fim-de-semana
Beijinhos
Maria

Nas Asas da Poesia disse...

" Muitas vezes ...
Esquecemos de reciclar nossos sentimentos
De esvaziar as gavetas da Alma
De abrir as janelas
E deixar o sol entrar "

=- Bruno de Paula -=

BOM FDS..........Beijos meus! M@ria

M@ria disse...

Surpresa meu pensamento tocou
a sua face refletindo um silencio
uma paz, que não conhecia
fotografei para revelar a tua alma

Aharon

Bom FDS...Beijos de coração prá coração! M@ria

SolBarreto disse...

Mas saiba que ainda vai encontrar o que tanto procura...e ai esse barco vai atracar, vai encontrar seu porto seguro...

Nas Asas da Poesia disse...

O poeta é o cantador maior.
Canta sua dor
Com todas as tintas,
Com todas as cores,
Lúdico. Lírico.
Apaixonado que é
Pelo amor.

Delasnieve Daspet

Amor & Paz no seu Domingo! M@ria