terça-feira, 29 de junho de 2010

NUNCA DATES OS TEUS POEMAS*******************



NUNCA DATES OS TEUS POEMAS*******************

Mário Quintana

Um poema



Não pertence ao Tempo...



Em seu país estranho.



Se existe hora é sempre a hora extrema.



Quando o Anjo Azrael nos estende ao sedento



Lábio o cálice inextinguível.



O que tu fazes hoje é o mesmo poema.



Que fizeste em menino.



E o mesmo que,



Depois, que tu te fores



Alguém lerá baixinho e comovidamente,



A vivê-lo de novo.



A esse alguém



Que talvez nem tenha ainda nascido,



Dedica pois, teus poemas,



Não os dates porém



As almas não entendem isso!...








5 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

29/06/2010. *NUNCA DATES OS TEUS POEMAS*

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

...and make a choice.
Boa semana para todos nós.

Isa disse...

Mário Quintana deslumbra sempre!
As suas escolhas,tb.
Boas melhoras.
Beijo.
isa

Contos e canções disse...

Eu nunca dato os meus...

Não conhecia esse texto do Mário Quintana...

Belissimo!

Parabéns!

Daniel Costa disse...

Renata

Alé do belíssimo poema da Mário Quintana, aprendi a liçãos, se ele escreveu, de nunca datar os poemas.
Nunca o faço, mas meditei no assunto e no porquê.
Beijos
Daniel