terça-feira, 20 de abril de 2010

SELVAGEM*******************************************




SELVAGEM*************************




Tomás Vieira da Cruz









Ninguém, ninguém, ninguém me queira mais;



podem trazer-me tudo quanto existe:



as pérolas de Ofir e as irreais



ilusões que contentam quem é triste.



Podem trazer-me, em doidos vendavais,



a luz da f'licidade que sentiste,



mulher ditosa que em cortejo vais



seguida de quem ama de quem riste.



Podem passar, ó loucas multidões



que eu bem o sinto, em tétrica miragem,



o labirinto em vossos corações...



Podeis passar, ó luz do sol fecundo,



porque eu não troco o amor desta selvagem



por todas as grandezas deste mundo!









6 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

20/04/2010,SELVAGEM, by Tomás Vieira da Cruz.
Renata

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

No começo da semana ainda, lembremos dos nossos grandes antigos e novos. O grande Poeta, lá lado dezesseis e o grande filme do vinte, que comungam vinte e um. A Selvagem continua a mesma.
Beijos
Renata

Daniel Costa disse...

Renata

Um belíssimo poema de Tomás Vieira da Cunha! "ninguem me queira mais", disse o poeta, talvez perante a grandeza de mundo. De facto, se reparassemos bem na grandeza do Universo, sabiamos desvarmo-nos da mesquinhez. Porém querer e amar será sempre o caminho certo.
Beijos
Daniel

José disse...

Quem disse que ninguém te quer
sem ter conta nem medida
tu sabes que és a mulher
que eu mais quero nesta vida

boa noite
um beijinho
durma bem
José.

Alvaro Oliveira disse...

Bom dia querida Renata

Como está minha amiga? tudo bem?
Espero e desejo que se encontre
bem e a 100%.

Um belo poema, uma excelente escolha. O que não é surpresa,
pois ao entrar em seu espaço,
já é uma certeza de encontrar o belo.

Beijinhos

Alvaro

Maria disse...

Lindissimo poema.
bjs
Maria