quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

HOMEM QUE VENS DE HUMANAS DESVENTURAS




HOMEM QUE VENS DE HUMANAS DESVENTURAS

António Thomaz Botto



Homem que vens de humanas desventuras,

que te prendes à vida e te enamoras,

que tudo sabes e que tudo ignoras,

vencido herói de todas as loucuras;



que te debruças, pálido, nas horas

das tuas infinitas amarguras

e na ambição das coisas mais impuras,

e és grande simplesmente quando choras;



que prometes cumprir e que te esqueces,

que te dás às virtudes e ao pecado,

que te exaltas e cantas e aborreces.



arquiteto do sonho e da ilusão,

ridículo fantoche articulado,

- eu sou teu camarada e teu irmão!





8 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

São Paulo, 10/01/2010, António Botto.
Escolha de Marta + Renata
Beijos

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Bem-vinda, Marta!
Beijos,
Renata

Marta disse...

Olá, Rê..
Há que tempos que não ouvi a Sinnead O'Connor...
Uma boa escolha..
Beijos e abraços...
Obrigada - bom estar de volta...
Marta

prosasdeoutono disse...

Olá Renata, todo o ser humano tem seus defeitos e virtudes, e assim o mundo vai girando...

Beijinhos
Alex

Daniel Costa disse...

Renata

Adorei o poema! Adorei quando se diz que o homem é grande quando chora. Na verdade o homem pode mostrar a sua grandeza com lágrimas a escorrer rosto abaixO!
Beijos
Daniel

José disse...

Olá Renata bom dia

Vens das humanas desventuras
no teu caminhar já cansado
e apenas no mundo procuras
um pouco de felicidade

Um beijinho,
José

Jacarée disse...

K. Renata!

O Homem

O homem forte e sadio,
se acha o rei do pedaço,
se acha o dono de tudo.
Ele cria e recria;
engana,
mente,
maltrata;
constrói e destrói;
manipula;
pisa nos demais.

O homem doente é um nada,
é fraco e debilitado.
Ele sofre,
chora,
lamenta,
grita e geme;
perde os sentidos;
lhe foge a razão;
vão se embora o poder,
o sucesso e a fama.
A morte pode tomar o seu mundo.

O homem acordado é um guerreiro,
pronto e altivo
à enfrentar a batalha.
É um lutador que pode perder.

O homem dormindo
é uma jangada no oceano,
que não sabe se volta.
Navega,
sonha,
rema contra si mesmo
na escuridão das tempestades.
E não sabe se o amanhã
iluminará as suas velas.

O homem em si é mistério,
que busca a perfeição.
É tudo e nada em Deus.
Sempre complicado,
angustiado,
sedento,
inquieto,
insatisfeito,
inconstante,
inexplicável,
procurando o ilimitado.


de Rogério Medrado

Bjs

Lis. disse...

Olá Renata.

Entre encontros e desencontros, são as experiências acumuladas que trazem a sabedoria que necessita o ser que interage com inteligência na busca de novos e melhores horizontes.

Errar é humano e todo mundo sabe, o que não se sabe é a importância do erro no delineamento dos fatos, para dibrar ou coibir o nefasto indesejável.

Toda teoria é tirada da prática, e a arte imita a vida, para que se possa ver ao longe, tudo aquilo que é possível estar perto de qualquer um.

Boa noite.