segunda-feira, 30 de novembro de 2009

ENCONTRE-ME A MEIO CAMINHO



ENCONTRE-ME A MEIO CAMINHO

Kenny Loggins


Por toda vida

Feita de recordações

Acredito

Em destino

Todo momento volta no tempo

Quando penso no futuro

Fico certo de que será a única

Encontre-me a meio caminho

Pelo céu

No exato lugar onde fica o mundo

Que só a nós pertence

Encontre-me a meio caminho

Pelo céu

Faça disso um recomeço de vida

Em toda vida

Há só amor

Ao alcance dos solitários

Ficamos mais fortes

Quando damos amor

Quando pomos emoções na estrada

Saiba que somos o infinito

Encontre-me a meio caminho

Pelo céu

No exato lugar onde fica o mundo

Que só a nós pertence

Encontre-me a meio caminho

Pelo céu

Faça disso um recomeço de vida

Encontre-me a meio caminho

Pelo céu

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ESPELHO DE ÁGUA, PAULO GONSO - POSTAGEM DEDICADA À MARTA VINHAIS


ESPELHO DE ÁGUA
Paulo Gonso

Olhos bem abertos percorro a paisagem

E guardo o que vejo para sempre uma clara imagem

Um manto imenso de água um pingo move o mundo

Corrente forte exacta de um azul quase profundo

Um sopro de ar faz girar o mundo melhor

Raio de sol luz maior para partilhar

O espelho nunca mente fiel como ninguém

Faz da vida paixão energia que toca sempre mais alguém

Vai espelho de água trata e guarda o que é nosso afinal

Em nós vive a arte de ser parte de um mundo melhor

Eu sei que gestos banais 

Parecem pouco mas talvez sejam fundamentais

Vai espelho de água trata e guarda o que é nosso afinal

Em nós vive a arte de ser parte de um mundo melhor

Vai espelho de água trata e guarda o que é nosso afinal

Em nós vive a arte de ser parte de um mundo melhor vai



quinta-feira, 26 de novembro de 2009

TODO O TEMPO DO MUNDO CARLOS TÊ E RUI VELOSO



TODO O TEMPO DO MUNDO

Composição: Carlos Tê/Rui Veloso



Podes vir quando quiseres

Cá estarei para te ouvir

O que tenho para fazer

Posso fazer a seguir

Podes vir quando quiseres

Já fui onde tinha que ir

Resolvi os compromissos

Agora só te quero ouvir

Podes-me interromper

e contar a tua história

Do dia em que aconteceu

A tua pequena glória

O teu pequeno troféu

Todo o tempo do Mundo

para ti tenho todo o tempo do Mundo

todo o tempo do Mundo

Houve um tempo em que julguei

Que o valor do que fazia

Era tal que se eu parasse

o mundo à volta ruia

E tu vinhas e falavas

falavas e eu não ouvia

E depois já nem falavas

E eu já mal te conhecia

Agora em tudo o que faço

O tempo é tão relativo

Podes vir por um abraço

Podes vir sem ter motivo

Tens em mim o teu espaço

Todo o tempo do Mundo

para ti tenho todo o tempo do Mundo

Todo o tempo do Mundo


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

GENTE PERDIDA MAFALDA VEIGA




GENTE PERDIDA
Mafalda Veiga

Eu fui devagarinho

Com medo de falhar

Não fosse esse o caminho certo

Para te encontrar

Fui descobrindo devagar

Cada sorriso teu

Fui aprendendo a procurar

Por entre sonhos meus

Eu fui assim chegando

Sem entender por quê

Já foram tantas vezes tantas

Assim como esta vez

Mas é mais fundo o teu olhar

Mais do que eu sei dizer

É um abrigo pra voltar

Ou um mar para me perder

Lá fora o vento

Nem sempre sabe a liberdade

A gente finge

Mas sabe o que não é verdade

Foge ao vazio

Enquanto brinda, dança e salta

Eu trago-te comigo

E sinto tanto, tanto a tua falta

Eu fui entrando pouco a pouco

Abri a porta e vi

Que havia lume aceso

E um lugar pra mim

Quase me assusta descobrir

Que foi este sabor

Que a vida inteira procurei

Entra a paixão e a dor




sábado, 21 de novembro de 2009

FALA, POEMA DE ORIDES FONTELA


FALA
Orides Fontela

Tudo
será difícil de dizer
a palavra real
nunca é suave

Tudo será duro
luz impiedosa
excessiva vivência
consciência demais do ser

Tudo será
capaz de ferir será
agressivamente real
Tão real que nos despedaça

Não há piedade nos signos
e nem no amor o ser
é excessivamente lúcido
e a palavra é densa e nos fere

(Toda palavra é crueldade)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

CRIANÇA, UM POEMA DE CECÍLIA MEIRELES



CRIANÇA

de Cecília Meireles



Cabecinha boa de menino triste

de menino triste que sofre sozinho

que sozinho sofre - e resiste



Cabecinha boa de menino ausente

que de sofrer tanto se fez pensativo

e não sabe mais o que sente


Cabecinha boa de menino mudo

que não teve nada que não pediu nada

pelo medo de perder tudo



Cabecinha boa de menino santo

que do alto se inclina sobre a água do mundo

para mirar seu desencanto



Para ver passar numa onda lenta e fria

a estrela perdida da felicidade

que soube que não possuiria