segunda-feira, 28 de setembro de 2009

ROSA, POEMA DE MARTA VINHAIS, ROSA, POEMA DE RENATA CORDEIRO, BREVE INTRODUÇÃO SOBRE A ORIGEM DAS ROSAS, POR RENATA CORDEIRO



ROSA


Pobre da minha rosa!

Era apenas um pequeno botão, frágil, timido e agora, 

é uma rosa altiva, orgulhosa, senhora de si!

Mas o seu reinado está prestes a chegar ao fim, 

apesar de todos os meus cuidados.

As petálas estão a ficar acastanhadas, 

a mirrar e, em breve vão cair.

Contudo, vou lembrar-me dela com carinho

 e não esquecer que a vida é isto mesmo
 
momentos felizes, fugazes, mas que nos permitem ter boas recordações 
quando 
algo nos desespera e ficamos perdidos!!


ROSA

Rosa, o presente é teu coroamento

Eras um pálido cálice antes

Tu és, hoje, o infinito concordante

Da minha alma que vai se reerguendo

Olhando-te, parece que usas terno

Vestido em camadas, feito de luz

No entanto, cada pétala conduz

E dissolve a veste no instante eterno

O teu perfume clama o meu nome

Pelo tempo e o imenso espaço vazio

E o aroma fica no ar como o renome

Palavras me escapam. Meu corpo lasso

Minhas memórias todas sentem frio...

Vou por aí, um dia acho um abraço...


Feito após a leitura de um poema de Rainer Maria Rilke, intitulado O Perfume da Rosa.



BREVE INTRODUÇÃO À ORIGEM DAS ROSAS
por Renata Cordeiro

O nome vem do latim rosa e do grego rhodon. As rosas estão 
erem cultivadas. A primeira 
entre as flores mais antigas a sparece ter crescido nos jardins asiáticos há 5 000 anos. Na sua forma selvagem a flor é ainda mais antiga; fósseis de rosas datam de há 35 milhões de anos. Muitas variedades de rosas foram perdidas durante a queda do império romano e a invasão muçulmana da Europa. Após a conquista da Pérsia no século VII, os muçulmanos desenvolveram o gosto pelas rosas, e, à medida que seu império se estendia da Índia à Espanha, muitas variedades de rosas foram novamente introduzidas na Europa. Durante a Idade Média, as rosas eram muito cultivadas nos mosteiros. Era regra que pelo menos um monge fosse especialista em botânica e estivesse familiarizado com as virtudes medicinais da rosa e das flores em geral. Hoje as rosas, principalmente as vermelhas, são o símbolo do amor. Não há quem resista a uma dúzia de rosas vermelhas. Shakespeare, em Romeu e Julieta, com uma única frase definiu bem aquilo que sentimos por esta flor: Aquilo a que chamamos rosa, com outro nome seria igualmente doce.



10 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Marta, querida, vem ver o que fiz com os nossos poemas e me diga o que acha!
Beijos,

~~jorge disse...

«[...]
Toi pour qui, donnant donnant,
J’ai chanté ces quelques lignes,
Comme pour te faire un signe
En passant
Dis à ton tour maintenant
Que la vie n’a d’importance
Que pour une fleur qui danse
Sur le temps...

L’important
C’est la rose,
L’important
C’est la rose,
L’important
C’est la rose,
crois-moi...»

--Bécaud cantou, não sei quem escreveu...

=======

Credete, voi due
beijos
beijo, Renatinha
~~j

Luciana disse...

Parabéns a Marta e a Renata pelo seus belos poemas.
Bjs

Daniel Costa disse...

Renata

Apreciei a sensibilidade poética da Marta. Fiquei muito interessado na tua deambulação pelas origem das rosas. Gosto sempre de me ir cultivando sempre mais.
Beijos,
Daniel

Marta disse...

Renata, este poema estava um pouco esquecido e tem agora uma roupagem nova...
Obrigada, gostei de o reler e da imagem.
O seu também é uma maravilha e concordo com o Daniel - a breve introdução das origens da rosa é óptima.
Beijos e abraços
Marta

Blue disse...

Lindos poemas.
Interessante história da rosa!

Beijos

Tentativas Poemáticas disse...

Querida amiga Renata

Não duvides que, embora não te tenha visitado com regularidade (tal como a todos os outros blogues), sempre estiveste presente no meu pensamento.
Estou tão feliz por ti, por te sentir uma mulher renovada!
Tenho lido os teus comentários no blogue da nossa querida amiga Ana (Humana).
Beijinho com muita ternura, amiguinha.
António

Graça disse...

Dois poemas, duas rosas, beleza em linguagem. Gostei muito.



Um beijo para cada uma.

Andresa disse...

Interssante poema da rosa timida e fragil, que passa a altiva e orgulhosa....
Parabens para ambas por tal belas postagens

Andresa

Vivian disse...

...beijos para as duas
rosas, poetisas deste
lindo jardim.

muahhhhhhhhhhhhhhh