terça-feira, 1 de setembro de 2009

OUTONO, POEMA DE VERA LÚCIA OLIVEIRA



OUTONO
Vera Lúcia Oliveira


setembro já vem com seu azul quebrado

o sangue começa a fabricar caminhos de escuro

por onde soterra passarinhos lentos

o céu tarda na manhã

a notinha se enrola nas sombras

o vento conhece caminhos que vai trilhar

por dentro das folhas


CANÇÃO DE OUTONO
Paul Verlaine

Ferem-me os ais
Dos outonais
Violinos
O coração
Com a inação
Dos seus trinos

E quando dá
A hora já
Rememoro,
A sufocar,
Dias sem par
Então, choro

E vou-me assim
No ar que, ruim,
Me transporta
Pra lá, pra cá
Tal e qual a
Folha morta

TRADUÇÃO DE RENATA CORDEIRO




5 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Divulgando um poema de Vera Lúcia Oliveira.
Renata Cordeiro

Graça disse...

O Outono é a minha estação preferida! Talvez porque tenha nascido nela, não sei...

Mais um belo poema de uma autora que não conhecia e a sua tradução... já tinha saudades!

Adoro Ferré!

Beijos muitos e meus

Lídia Borges disse...

O Outono é o tempo dos poetas...

Um beijo

Luciana disse...

Gosto do outono não conhecia nem a autora nem o poema.
Bjs

Daniel Costa disse...

Renata

O poema de Paulo Verlaine de tua tradução, achei giríssimo. Também apecei o pensamento de Vera Lúcia Oliveira.
Beijos,
Daniel