sábado, 12 de setembro de 2009

"FLOR MINHA", POEMA DE MANUEL DE SOUSA


“FLOR MINHA”
Manuel de Sousa

Quantas flores haverá no jardim

Quantas serão tão lindas

Quantas terão algo de profundo para contar

Quantas exalam o perfume desse olhar

Quantas hipnotizam insectos como eu

Quantas me dão a tranqüilidade

Quantas me inspiram tanta paz

Quantas as que me oferecem do melhor pólen

Quantas as que me iluminam o coração

Quantas dão sabor ao meu mel

Quantas me deixam tonto

Quantas as que me fazem voltar para trás

Quantas as que fazem perder o norte da colmeia

Quantas me cantam ao ouvido

Quantas as que me afectam a alma

Quantas as que alumiam meu andar

Quantas as que me deixam sem jeito

Quantas existirão que fascinam assim

Quantas não haverá mais

Tu és a primeira

Tu és a última

Tu serás sempre aquela

Tu serás a eterna janela aberta

Tu, tu, tu, és a flor que desabrocha a cada momento meu...


Com a Amizade e Admiração que temos a todas as Mulheres...

Escrito em Luanda, Angola, a 18 de Abril de 2004, por Manuel (Duarte) de Sousa.




5 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Poema do português, radicado em Angola, Manuel de Sousa.
Renata Cordeiro

Graça disse...

Gosto de poemas construídos anaforicamente... enfatizam bem o que se quer expressar.

Boa escolha como sempre, minha amiga.


Um beijo com carinho, e fico com o seu sorriso :), Renata.

Lídia Borges disse...

Flores!...

A flor das flores, bem no meio do jardim...

Lindo!

Luciana disse...

Não conheço nem poeta e nem poema mas achei bonito suave.
Bjs

Marta disse...

Que poema leve e intenso!!
Também não conhecia o poeta..
Gostei imenso..
Beijos e abraços
Marta