segunda-feira, 10 de agosto de 2009

SONETO DE MOACYR DE ALMEIDA (1902-1925)

A Caixa de Pandora, Howard. D. Johnson
Óleo sobre tela

SONETO
Moacyr de Almeida (1902-1925)

Eis a teus pés o oceano... É teu o oceano!
Deusa do mar, teu culto aclara os mares,
Esguio como um ciato romano,
Nervoso como a chama dos altares...

A alma das vagas, no ímpeto vesano,
Ajoelha ante os teus olhos estelares...
Eis a teus pés o oceano... É teu o oceano!
Cobre-o do verde sol dos teus olhares!

Sou o oceano... És a aurora! Eis-me de joelhos,
Ainda ferido nos tufões adversos,
Lacerado em relâmpagos vermelhos!

Sou teu, divina! E em meus gritos medonhos,
Lanço a teus pés a espuma de meus versos,
E as pérolas de fogo de meus sonhos!

6 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Divulgando mais um poeta brasileiro "desconhecido".
Renata Cordeiro

Lídia Borges disse...

Muito bonito, este poema.
Não conhecia o autor.

Obrigada pela partilha.

Um beijo

Marta disse...

Também não conhecia, Renata...
Gostei muito e a imagem de muito bom gosto
Beijos e abraços
Marta

Everson Russo disse...

Lindo demais o poema, cheio de amor e intensidade...um otimo dia pra ti querida...beijos

www.olivrodosdiasdois.blogspot.com

Princesa disse...

"O carinho edifica alicerces da casa,

a fim de que, mais tarde,

as provas necessárias da vida

possam chegar."

um beijo

Daniel Costa disse...

Renata

Amor de príncipio do século passado. Amor ardente, romântico, sempre aquele senhor ardor da paixão.
Beijos,
Daniel