quinta-feira, 13 de agosto de 2009

PARA UM AMIGO TENHO SEMPRE, UM POEMA DE ANTÓNIO RAMOS ROSA


Para um Amigo Tenho Sempre

Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.

(Livro "Viagem Através de uma Nebulosa")
(Foto "Amizades" Vitor Tripologos)

2 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Bonito poema sobre amizade, Marta!
Beijos,
Renata

Vieira Calado disse...

Olá, amiga!

Em relação ao seu comentário e o Algarve...

o Ramos Rosa é algarvio...

Dizem que o Algarve, a província mais meridional, é terra de poetas.

Aliás, ainda antes do Algarve ter sido conquistado aos mouros, sendo Silb, a Silves actual, a capital, é da História que aí havia recitais de poesia e música e se discutia filosofia!...

Gente que muito prezava a Cultura.

Ibn Amar foi um dos grandes poetas desses tempos (séc XI e XII)

Hoje, são considerados e estudados, como se fossem portugueses.

Os meus cumprimentos