domingo, 16 de agosto de 2009

O BEIJA-FLOR, POEMA DE AUTA DE SOUZA (1876-1901)

Birdsong, Sophie Gengibre Anderson (1823-1903)

O BEIJA-FLOR
Auta de Souza (1876-1901)

Acostumei-me a vê-lo todo o dia
De manhãzinha, alegre e prazenteiro,
Beijando as brancas flores de um canteiro
No meu jardim – a pátria da ambrosia.

Pequeno e lindo, só me parecia
Que era da noite o sonho derradeiro...
Vinha trazer às rosas o primeiro
Beijo do Sol, nessa manhã tão fria!

Um dia foi-se e não voltou... Mas quando
A suspirar me ponho, contemplando,
Sombria e triste, o meu jardim risonho...

Digo, a pensar no tempo já passado:
Talvez, ó coração amargurado,
Aquele beija-flor fosse o teu sonho!

Desligue o som e assista ao vídeo, vale a pena!


6 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Julgo este poema belo, digno de figurar neste espaço.
Renata Cordeiro

Daniel Costa disse...

Renata

A puxar para bucólico (direi bem?), o poema é muito interessante, diria belo, romântico, um romântimo de princípios do século passado. Encerra história.
Beijos,
Daniel

Vivian disse...

...este espaço é um encanto,
e eu encantada deixo beijos
neste coração lindo que é teu...

bjuuuuuu

Marta disse...

Um beija-flor a voar...
Um jardim que fica escondido e triste...
Que beleza de poema...
Gostei muito...
Beijos e abraços
Marta

Litarcia Marcelina Pires disse...

Que versos lindos de alguém que se foi tão jovem. Que curta vida intensa e poética. Ao abrir a boca, somente palavras doces pronunciou, embora marcada pela dor da perda de um grande amor.

Litarcia Marcelina Pires disse...

Que versos lindos de alguém que se foi tão jovem. Que curta vida intensa e poética. Ao abrir a boca, somente palavras doces pronunciou, embora marcada pela dor da perda de um grande amor.