domingo, 30 de agosto de 2009

A COR DE SEUS OLHOS, SONETO DE RONALDO CUNHA LIMA



Os teus olhos assustados
verdejantes, azulados,
matizaram-se no adeus.



A COR DE SEUS OLHOS
Ronaldo Cunha Lima


Eu nem sei se eram verdes ou azuis
os seus olhos de céu, arredondados,
os seus olhos de mar, aparentados
aos viscos verdejantes dos pauis.

Eu só sei que em meu ser tocavam blues,
despertando desejos desertados
dos mais pecaminosos pecados,
nos instantes das horas mais tafuis.

Eram verdes, quando ela me surgiu.
depois azuis, no instante em que sentiu
vontade de voar, de mar aberto,

Vi-os verdes e azuis, quando partiu.
Hoje não sei da cor. Ela me viu,
mas não me deixou vê-los mais de perto.





7 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Divulgando um soneto de Ronaldo Cunha Linha, que em poesia é eclético.
Renata Cordeiro

Marta disse...

Interessante...
Gostei; sensivel, suave...
Beijos e abraços
Marta

Vivian disse...

...que lindo!!

que linda!

que mar!

beijossssss, querida!

Blue disse...

Azuis ou verdes,
tanto faz,
sei apenas que,
lembo-me dela!

Beijos

Luciana disse...

Sensivel e belo o que mais posso dizer.
Bjão

Graça disse...

Um bom soneto. Os olhos são sempre uma boa fonte de inspiração.


Um beijo meu, querida Renata

Daniel Costa disse...

Renata

Bela poesia dedicada à mulher, esse ser que faz os bonitos canteiros dos édens do mundo. Ficam sempre visões que são miragens, como brisas ou refescantes aragens.
Beijos,
Daniel