quinta-feira, 13 de agosto de 2009

BELA, SONETO DE SEVERIANO CARDOSO (SÉCULO XIX)

A Onda, William A. Bouguereau (1825-1905)

BELA
Severiano Cardoso (Século XIX)

O teu olhar imita o diamante,
Tuas faces são pétalas de Maio;
Cobre-te o sol com um xale cintilante,
Te encoifa a lua em lânguido desmaio.

Quisera um trono para dar-te em paga
De inspiração que acorda o teu olhar,
Por onde eu vejo se escoando a vaga
De um êxtase que pode me matar.

A vida inteira, oh! bela, o mar espraia
Algas e pérolas, conchas e corais...
Tua beleza, também nunca desmaia,

Tem a luz crepitante dos cristais!
Estrela do Oriente, contemplai-a,
E vede se mais bela existe, mais!

5 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Soneto de um poeta da Região Norte do Brasil, cujas datas de nascimento e morte não consegui localizar, por mais que tenha procurado.
Renata Cordeiro

Lethéia disse...

eu gostei....gostei mesmo...mas não sei me explicar...

Daniel Costa disse...

Renata

Poema belíssimo, boa selecção tua, como sempre.
Beijos,
Daniel

Marta disse...

Mas o poema é uma perfeita onda de emoções...
Belo
Beijos e abraços
Marta

Thiago Fragata disse...

Uma contribuição: Severiano Cardoso nasceu em Estância/SE, dia 14/3/1840, e faleceu em Aracaju em 2/10/1907. Portanto, sergipano!