quinta-feira, 6 de agosto de 2009

ÁGUA-MEMÓRIA, UM POEMA DE MARIA ALBERTA MENÉRES


Que súbita alegria me tortura

alegria tão bela e estranha

tão inquieta

tão densa de pressentimentos?

Que vento nos meus nervos

que temporal lá fora

que alegria tão pura, quase medo ao silêncio?

Pára a chuva nas árvores

pára a chuva nos gestos,

interiores contornos

divisíveis distâncias

ultrapassáveis gritos

que alegria no inverno,

que montanha esperada ou inesperado canto?


(Foto "Encontros" Rui Serra Ribeiro)

2 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Muito lindo o poema, Marta! A ilustração também foi muito bem escolhida e publicada no tamanho certo. Parabéns!
Beijos,
Renata

Vieira Calado disse...

Passei para ler

e deixar cumprimentos.