segunda-feira, 13 de julho de 2009

A UM POETA, UM POEMA DE ANTERO DE QUENTAL


A um poeta
Tu, que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno,
Acorda! é tempo!
O sol, já alto e pleno,
Afuguentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares,
Um mundo novo espera só um aceno...
Escuta! é a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! são canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!
Ergue-te pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!
(Foto "Lugares do Fim do Mundo" Marciano, Olhares.Com)

2 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Lindo poema, Marta. Você e a Ana arrasaram hoje.
Beijos
Renata

Pedrasnuas disse...

"ERGUE-TE POIS,SOLDADO DO FUTURO"

BELO!!!