quarta-feira, 1 de julho de 2009

SURDO, SUBTERRÂNEO RIO, UM POEMA DE EUGÉNIO DE ANDRADE

Surdo, Subterrâneo Rio
 
Surdo, subterrâneo rio de palavras
me corre lento pelo corpo todo;
amor sem margens onde a lua rompe
e nimba de luar o próprio lodo.
 
Correr do tempo ou só rumor do frio
onde o amor se perde e a razão de amar
--- surdo, subterrâneo, impiedoso rio,
para onde vais, sem eu poder ficar?

(Foto "Within the green" Bruno Alves, Olhares.Com)

4 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Lindo, Marta, lindo mesmo!
Beijos,
Renata

Graça disse...

Do enorme Eugénio, gosto de tudo.Mais um belo poema...

Beijo à Marta e à minha querida Renata

UM POR DIA disse...

Gosto muito de poesia portuguesa.
Beijos

Luciana disse...

Belo poema da Marta.Bjs