quarta-feira, 15 de julho de 2009

SONETO LÍRICO, DE GREGÓRIO DE MATOS GUERRA


SONETO LÍRICO
Gregório de Matos Guerra (1623-1696)


Quem viu mal como o meu, sem meio ativo?
Pois no que me sustenta e me maltrata,
É fero quando a Morte me dilata,
Quando a Vida me tira é compassivo!

Oh! do meu padecer alto motivo!
Mas oh! do meu martírio pena ingrata!
Uma vez inconstante, pois me mata;
Muitas vezes cruel, pois me tem vivo!

Já não há, não, remédios, confianças;
Que a Morte a destruir não tem alentos,
Quando a Vida em penar não tem mudanças:

E quer meu mal, dobrando os tormentos,
Que esteja morto para as esperanças,
E que ande vivo para os sentimentos.

3 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Publico este poema para divulgaço de poetas já quase esquecidos.
Renata Cordeiro

AFRICA EM POESIA disse...

Renata

Passei para ver e deixar poesia

Aconchego

Poesia...
Tantas vezes...
Tão pequenina...
E que tanto...
Encerra...
.....
Hoje...
......
Sem nada escrever...
Apenas a pensar...
Sinto que...
Apenas a poesia...
É o meu aconchego...
.............

Lili Laranjo

Luciana disse...

Já ouvi falar mas lendo a gente acaba conhecendo melhor os grandes poetas.
Bjs