segunda-feira, 20 de julho de 2009

SONETO DE JOSÉ DA NATIVIDADE SALDANHA (1796-1830)

Pedro e Inês, por De Matos Ferreira
Acrílico sobre tela



SONETO

José da Natividade Saldanha (1796-1830)

À sombra deste cedro venerando
Momentos mil gozaste encantadores...
Aqui mesmo sentado entre os verdores
Te achou mil vezes Pedro suspirando...

Parece-me que estou ‘inda escutando
Teus suspiros, teus ais e teus clamores...
Parece-me que a fonte dos Amores
Inda está de queixosa murmurando!...

Aqui viveu Ignez!... E reclinada
À borda d´esta fonte clara e pura,
Foi, que horrível memória! traspassada!

Mortais, gemei de mágoa e de ternura;
Nesta rara beleza, não manchada,
Foi culpa amor, foi crime a formosura....




6 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Escolhi este soneto por julgá-lo belo e por ser de um autor pouco conhecido no Brasil, bem como em Portugal.
Renata Cordeiro

Luciana disse...

Não conhecia mesmo mas é bom conhecer.
Bjs

Daniel Costa disse...

Renata

O poema é belo e José da Natividade Saldanha, mostrou saber bem a história trágica de Dona Inês.
Beijinhos,
Daniel

Vieira Calado disse...

Olá, bom dia, amiga "lusófona"!

Claro que pode colocar o meu soneto ao Infante, no seu blog!

Sou eu que muito lhe agradeço.
E por isso, fico feliz!

Bem haja!

Graça disse...

Não conhecia o autor, mas o soneto a Inês é belíssimo.


Um beijo meu

SONINHA disse...

demais :))