sexta-feira, 10 de julho de 2009

SEM SABER, UM POEMA DE MARTA VINHAIS


Numa imagem banal,

comparo o teu olhar furioso

a um punhal cravado no peito.

Fico sem saber o que dizer ou pensar.

Na minha mente, a imagem de Lady Macbeth.

Ou a de Orlando Furioso.

Porquê a fúria, se conheço melhor o medo?

Talvez o medo seja uma forma de fúria.
Ou a fúria uma forma de medo.

Ou esteja apenas a satisfazer a minha curiosidade.

Porque serem sentimentos diversos e neles

me sentir completamente à toa.




(Foto cedida pela Renata)

4 comentários:

Marta disse...

Renata, segui o seu conselho e publiquei um dos meus poemas.
Espero que goste - ainda não o tinha publicado no Minha Página; é, portanto a "estreia".
Obrigada
Beijos e abraços
Marta

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Bom dia, Marta:
Gostei sim, e como! Achei muito bonito.
Um beijo,
Renata

Daniel Costa disse...

Renata

Fiquei a reflectir nas palavras de Marta Vinhais, os poetas tem muito o condão de nos fazem equacionar muita coisa, pelo menos quando se é cerebral.
De facto nada se sabe, por muito que se tente.
Já tinha reparado, teres ido buscar a mais célebre morna de Cesária Évora.
Beijo,
Daniel

Luciana disse...

Parabéns pela escolha do poema.
Bjs