sábado, 11 de julho de 2009

LÁGRIMA, POEMA DE MÁRIO CONCEIÇÃO ORCY


LÁGRIMA
Mário Conceição Orcy

Nenhum poeta ou prosador ainda
Lhe definiu a íntima estrutura
Mas aflorou assim lágrima pura
De verdes olhos veludosos vinda

Caiu, rolou na face sem refolhos
Por estranheza em úmido acalanto
E condoída como o próprio pranto
Era a ternura da dona dos olhos

Não querendo magoá-la – é ato falho
A palavra infeliz com senso abjeto
Ao anunciar-me em dispersão de afeto
Vim de ferir o seu ponto de orvalho

Que me amargou também, e por meu mal
Eu a perdi no ensejo de um minuto
Eis doido, incidi no erro absoluto
De provocar-lhe a lágrima fatal

7 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Comprei o livro deste poeta ante-ontem e o devorei. Achei este poema lindo.
Renata Cordeiro

JOSÉ disse...

Um pouco triste, mas lindo...

Fernando disse...

Também acho lindo

Gabriel disse...

Acho que já vi esse olho... lina poesia

Marta disse...

Lindo, Renata..
Não conhecia; a lágrima é um mistério....
Gostei.
Beijos e abraços
Marta

Luciana disse...

Triste e bonito.
Bjs

Nina disse...

Fico feliz que tenham gostado.
Falo em meu nome e de meu pai Mario Orcy.