terça-feira, 28 de julho de 2009

APOCALIPSE, UM POEMA DE FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO


Apocalipse

Quando passa o tempo, as coisas
retornam aos elementos. E as cria-
turas. Para a transformação
final. Mas nem o fim
permanece. O cardume dos lagos
que morre embranquecido
por fim é de água. Os boquilobos
multicolores na beira das áleas
caem na terra e são terra.

Fiama Hasse Pais Brandão, in "Três Rostos - Ecos"


(Foto de Nuno Milheiro, Olhares.Com " Luz na Noite"

2 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Bonito poema, Marta, que eu desconhecia, assim como a autora. Boa escolha, como sempre.
Beijos,
Renata

If Only disse...

Bela escolha da Marta.

Bjs