sábado, 27 de junho de 2009

UM POEMA DE MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA


Não é ainda a pele, apenas

um rumor na lã das camisolas, um recado

a lembrar tardes no feno, linho lavado, o sol

mordendo um rio pela manhã -

assim a distância entre a minha mão e o pessegueiro.



Na estrada

as flores demoram-se até às laranjas,

mas o aroma do pomar faz sede e os olhos cegam

na promessa de gomos novos e doces, os mais doces. Talvez



por isso se continue a viagem sem olhar para trás.



Livro "A Casa e o Cheiro dos Livros"
(Foto "JV_09_017" João Viegas, Olhares.Com)

3 comentários:

CINDERELA disse...

Muito bom o poema. Quem publicou escolheu muito bem.
Um beijo da Cindi

sirlei disse...

Também gostei muito, Marta.
Beijos,
Renata

Luciana disse...

Rê muito boa postagem queria te pedir um favor coloca mais filmes nos teus Blogs assim pra mim iria ficar ótimo.
Bjs