domingo, 28 de junho de 2009

O MELRO, UM POEMA DE MANUEL ALEGRE


O Melro





Está poisado no cedro e canta apenas


as penas e alegrias nupciais.


Amor e adeus. Encontro e despedida.


Por isso são de luto as suas penas


e o que diz está antes das vogais.


Onde o poeta falha ele não erra


só ele sabe a sílaba proibida


só ele canta o código da terra





(Livro do Português Errante)
(Foto "Forest Light" Cachapa, Olhares.Com)

3 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Muito bem escrito

sagitario disse...

o nosso Manuel Alegre, faz poesia como quem bebe um copo de água, ele transmite nos seus poemas toda a revolta duma sociedade tão injusta.
Por isso cada poema é um hino à liberdade.
Boa escolha Marta.
um bom domingo, mesmo chuvoso.

Graça disse...

Gosto tanto de Manuel Alegre...


Um beijo para todas